Sobre Nós

Histórico

O Centro de Ópera Popular de Acari começou a ser implantado no ano 2000, na época denominado Abc & Arte.  Teve início na Escola Municipal Alexandre de Gusmão, por iniciativa da Professora Avamar Pantoja (atualmente Diretora Geral do Centro de Ópera), na época gestora da Escola.

Para implementá-lo, a professora Avamar convidou o violonista, compositor e arranjador Caio Cezar que passou a oferecer aos alunos da escola, oficinas de canto e violão.

Esta nova proposta sempre teve a arte e, em especial a música, como seu eixo principal e objetivava além de ampliar o universo de experiências ligadas à arte e a cultura, dar acesso a bens culturais e promover a profissionalização.
 
Ao passar do tempo, esta nova forma de educação agregou pessoas, instituições e idéias, demonstrando à comunidade interna e externa, o potencial empoderador individual e coletivo, na época ainda adormecido.

Após o sucesso das primeiras oficinas, foram incluídas as de teatro e dança para que pudéssemos realizar a montagem de espetáculos com as várias linguagens artísticas existentes no Projeto, dando início a formação profissional dos participantes.
   
Em pouco tempo estas ganharam enormes filas de espera formadas por alunos da escola e por pessoas da comunidade que pleiteavam vagas.

Este era o embrião de uma educação transpessoal, de um currículo mais rico, baseado na Educação para o Século XXI que obedece aos quatro pilares do conhecimento traçados pela Unesco: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver junto e aprender a ser, apresentados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs.

O Conselho Comunitário do Parque Colúmbia formado por representantes legais das principais instituições do bairro apóia o projeto desde 2001. Na busca de apoio, a direção da Escola conseguiu contato e uma parceria com o instituto C&A que desde esta época, através de suas contribuições e do seu corpo de voluntários tem sido da mais alta relevância e determinante para o sucesso do trabalho.
 
Em 2005, como o espaço físico da Escola já se tornava insuficiente, o projeto Abc & Arte foi transferido da Escola para um galpão alugado. Ainda em 2005, num misto de legitimidade e maioridade, após a participação da Acariocamerata na Mostra Internacional de Olinda, sob a regência do violonista Caio Cesar, o projeto Abc & Arte passa a se chamar Centro de Ópera Popular de Acari.

Concomitantemente, a Escola iniciou um trabalho de incentivo a leitura que resultou na publicação do livro Leco, jogando com a vida. Logo após, se inseriu no “Prazer em Ler”, programa de incentivo a leitura do instituto C&A, com o projeto Casa de Leitura que oferece oficinas, rodas de leitura, empréstimos de livros, passeios a Salões do Livro, Bienal, bibliotecas etc para um público alvo de 1.500 crianças, jovens e adultos, alunos de quatro escolas (públicas e privadas) e duas creches do bairro.

O conjunto de ações do Centro de Ópera Popular de Acari que como citamos foi  desencadeada pela reflexão da equipe da Escola, suscitou vários prêmios e convites. Entre eles o de Buenas Prácticas de Educación para La Salud – da OMS/OPAS 2007.

Fomos convidados a participar como autores do livro Case Studies in Global School Health Promotion do Education Development Center (recém editado) onde são apresentados os 26 melhores projetos de educação e cultura do mundo e que obtiveram resultados efetivos na saúde sob uma ótica ampliada. Deste livro participaram países como Austrália, Índia, Espanha, Canadá e outros, no qual somos os únicos representantes do Brasil.

Além disso, outros fatos têm comprovado a legitimidade e a força deste trabalho. 
A gravação do primeiro Cd da Acariocamerata (Grupo formado no Centro de Ópera) sob a regência do violonista, compositor e arranjador Caio Cesar, com o selo Rádio MEC e patrocínio da Petrobras é outro exemplo.

A indicação deste Cd para duas categorias do Prêmio TIM de Música em 2008 (Revelação e Melhor Grupo Instrumental) e sua escolha como o Melhor Cd Instrumental do ano de 2008 pelo O Globo, nos trouxe uma nova energia e nos faz seguir nesta trajetória de muito trabalho e esperança. Apostamos no crescimento individual e coletivo, na quebra de paradigmas e em uma educação de qualidade para todos.
 
O processo de realização do Centro de Ópera tem como tecnologia social o diálogo e a integração.   A valorização dos talentos locais possibilita a criação de perspectivas que geram transformação por compreender que é na diversidade e no respeito que deve ser estabelecida a convivência entre os alunos, a equipe de profissionais envolvida e a própria comunidade.

Para nós esta é a base da democratização, da justiça que dá acesso e ao fazer artístico, à vida em sua plenitude, o que impulsiona o homem às suas responsabilidades estéticas e sociais.